segunda-feira, 21 de março de 2016

Tema de hoje: Halitose




Rapidamente vamos trazer algumas noções sobre este tema que é bastante incomodativo para quem convive com um individuo portador de halitose, ou mau  hálito.

Este termo vem do latim( CISTERNAS; BYDLOWSKI, 1998):

Halitus - ar expirado
Osis - alteração patológica

A halitose não é considerada uma doença, e sim uma condição de anormalidade do halito. Pode ser tanto fisiológica como patológica. Como uma condição anormal deve ser diagnosticada e tratada (Tarsio, 2003)

Tipos e Causas:

      Fisiológica: halitose matinal que atinge 100% dos indivíduos devido a diminuição do fluxo salivar durante o sono; e a halitose provocada por algum componente específico da dieta como o alho, ou o álcool. O tipo fisiológico é transitório e geralmente controlado com uma boa higiene oral.
   
     Patológica: é mais intensa e persistente e tem nos fatores orais (cáries, gengivites, próteses mal adaptadas e gastas, língua saburrosa, restos alimentares) suas principais causas; porém fatores gerais do organismo também podem ser causadores de mau hálito, como por exemplo problemas intestinais, estomacais, sinusite, dentre outros.
   
     Ainda é possível classificar os pacientes quanto a existência ou não da halitose e por sua percepção olfativa da presença ou não da mesma, ou seja, se existe realmente o mau halito, se o individuo o percebe, ou não.


Prevalência: 

          A halitose atinge 30% da população brasileira segundo pesquisas de TOGASHI, 1998; segundo a ABPO ( Associação Brasileira de Pesquisa dos odores Bucais) são 40%. Destes 40%; 17 são crianças ( 0 a 12 anos); 41% são adultos de 12 a 65 anos, e os demais 71% são indivíduos de mais de 65 anos. 


Diagnóstico:

         Existem diferentes métodos para diagnosticar a halitose, dentre eles citamos método organoléptico ( consiste em verificar o odor do halito em algumas posições a distancias do interlocutor, quando o mesmo pronuncia a palavra " RAUS"); também a halitometria ( com aparelhagem própria para o exame); exames de imagem bucal ( na pesquisa de alterações dentárias, ósseas, de glândulas salivares); anamnese ( para coleta de dados e informações importantes), exame clinico bucal; entre outros.
             O diagnóstico depende da habilidade do profissional envolvido na descoberta da causa do problema, tendo em vista que esta alteração da normalidade muitas vezes obedece a vários fatores.


Tratamento:

         Uma vez que esta alteração é multifatorial, acaba tendo também diversas formas de tratamento que se baseiam no combate as causas, obviamente.
         Tommasi, já em 1982, relaciona os tratamentos da seguinte forma:

    1. Mascarador: consiste em utilizar odorizantes potentes como balas ou chicletes, para mascarar o      hálito do individuo;

    2. Paliativo: preconiza um substituto para estimular o fluxo salivar;

    3. Profilático: consiste em higiene correta, uso de creme dental com sais de zinco ( Albuquerque et al, 2004); dieta balanceada, rica em fibras, ingestão de 2700ml de água ao dia, refeiçoes a cada três horas;

   4. Curativo ou Controle: busca criteriosa de todas as causas primárias para posterior adoção de condutas direcionadas;

   5. Psíquico: alguns indivíduos tem halitose imaginária, a tal ponto que sua rotina social fica extremamente prejudicada necessitando de acompanhamento psíquico.

    Segundo Santos e Castro, 2003, 68% dos pacientes que apresentavam mau halito, relataram alterações de comportamento do que surge a necessidade de eliminar o problema e reintegrar socialmente este individuo.

                               

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